16 de maio de 2015
28 de novembro de 2014
Higiene do sono
Conseguimos acessar esse link aqui abaixo, diretamente no grupo "Faz Comigo?" , no facebook.
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Estresse na idade adulta: Breve parecer sobre estresse, distresse e carga alostática com suas repercussões psicofisiológicas na idade adulta
(Artigo desenvolvido por Miila Derzett para estudo em
Desenvolvimento Humano IV – Psicologia, Unisantos 2014
Importante, antes de comerçarmos a pensar em estresse como um monstro causador de doenças na idade adulta, compreender as erratas que surgem a partir de uma construção no senso comum. Em 1916, o fisiologista norte-americano Walter Cannon apresenta pela primeira vez o termo estresse num artigo publicado na revista Nature, no intento de elucidar uma resposta fisiológica comum de emergência dos seres vivos, contida na sua hoje clássica, teoria de luta-ou-fuga. Em 1932, o mesmo autor denomina de homeostase a capacidade do organismo em preservar um conjunto de mecanismos regulatórios que mantém a constituição do seu meio interno dentro de limites adequados para a sua sobrevivência que pode ser rompido em situações estressantes, como hipoglicemia, um leão correndo para nos atacar ou o tráfego congestionado de São Paulo.
Hans Seyle em 1936, corroborou com Cannon, mas ampliou a concepção de estresse classificando-a em três fases distintas: 1) Alarme, quando o organismo reage instintivamente a um agente estressor qualquer na resposta de luta-fuga e rompe a sua homeostase; 2) Adaptativa, manifesta no momento em que organismo gera uma resposta satisfatória e “equilibra” novamente seu estado homeostático; e 3) Crônica, um estado em que a resposta fisiológica ao agente estressor não é suficiente ao organismo retomar seu estado homeostático. Segundo Seyle, seria somente na terceira fase (a crônica) em que o estresse, como resposta orgânica natural, poderia refletir negativamente sobre a saúde do organismo, por diminuir a ação do sistema autoimune (DANUCALOV & SIMÕES, 2009, p.114-121).
Assim, o estresse biológico é um estado absolutamente normal e neutro (nem bom ou ruim), muitas vezes benéfico para a manutenção da vida. Entretanto, a permanência do sentido de alerta (e toda a sua química) acionado por tempo prolongado em situações extenuantes, seja pelo medo de um trovão ou de um pensamento intruso, é bastante desvantajoso a saúde. O terceiro estágio do estresse (estado crônico ou agudo) causa um desequilibrio orgânico ocasionando sérios problemas ao nosso sistema auto-imune.
Após compreender o conceito de estresse, suas fases e sua importância, fica claro que é somente a partir de um organismo sobrecarregado, ou afetado por uma carga alostática – intensos esforços em manter a alostasis sem sucesso – que podemos adoecer pela ação do estresse efetivamente. A esse processo chamamos de distresse.
As alterações neuroquímicas criadas pelo estresse agudo promovem adaptação e sobrevivência através de respostas dos sistemas neurais, cardiovasculares, autônomas, imunológicas e metabólicas. O estresse crônico pode promover ou ainda intensificar biopatologias através dos mesmos sistemas que desrregularam. O resultado dessa “fricção” sem retorno ao nível basal do organismo acaba incitando mudanças comportamentais pessoais - fumar, comer demais, ingerir bebidas alcóolicas em excesso, pobre qualidade do sono – o que hoje chamamos de “estilo de vida” (McEWEN, 2008).
Mudanças significativas ocorrem tanto no campo emocional quanto comportamental como consequência desse quadro. Agentes estressores como, por exemplo, assuntos de ordem financeira, familiar ou pressão social, acabam gerando um processo que altera também nosso organismo em nível celular, alterando a biologia celular. No processo metabólico acessado descontinuamente, as células necessitam de mais e mais oxigênio, gerando assim o que a ciência chama hoje de estresse oxidativo, abrindo as portas para uma maior vulnerabilidade à doenças genéticas (BENSON & FRICCHIONE, 2014).
A pesquisadora do Departamento de Psiquiatria da Universidade da Califórnia, Elissa Epel e seu grupo, investigam a hipótese que o estresse agudo pode vir a ser responsável no impacto à saúde, modulando negativamente as taxas de envelhecimento celular, quando da diminuição dos complexos protéicos chamados de telomeres, promovendo instabilidade no DNA humano (EPEL et. Al., 2004, p. 17312).
Observa-se então, que na idade adulta, o agente estressor pode estar intimamente ligado a sintomas psicológicos como humor constantemente negativo ou emoções como medo e ansiedade que podem ser os responsáveis por sintomas físicos negativos e comportamentos nefastos, criando ainda mais estresse ao indíviduo. Os pensamentos inconscientes, como padrões, crenças e conclusões “automáticas” são também pensamentos que levam ao estresse. Numa situação simples, como a espera numa sala de um consultório médico e um breve atraso deste, a respiração já fica encurtada, as palmas das mãos começam a suar, coração se acelera, pode surgir sentimentos de raiva, frustração e comiseração com “pensamentos automáticos” como, “isso só acontece comigo”, “por causa desse médico que tenho pressão alta”. Esse complexo sistema biopsicossocial podem conduzir a um evidenciando ciclo negativo que conduz ao ciclo do estresse até a sua cronicidade.
Os relacionamentos sociais também são considerados de grande importância para melhorias em todos os aspectos na saúde integral do indivíduo, como atesta os estudos sobre psicobiologia e genética molecular da resiliência de Adriana Feder e sua equipe de pesquisadores do departamento de Psiquiatria da Escola de Medicina Mount Sinai, em Nova York.
Por muitos anos as pesquisas sobre resiliência focaram em identificar os determinantes psicossociais da resistência ao estresse, como emoções positivas, capacidade de auto-regulação, competência social e um laço afetivo forte nos primeiros anos de vida com pais ou cuidadores (FEDER et. Al., 2009).
Como reconstituintes de uma saúde mais equilibrada, pesquisadores do Benson & Henry Mind-Body Institute, do Hospital Geral de Massachusets, Boston, criaram a teoria da resposta do relaxamento, que constitui mais de 40 anos de pesquisa em todas as áreas da saúde envolvendo testes entre praticantes de alguma técnica de relaxamento e grupos controle, resultando em artigos publicados em revistas como Science (1982 “Reduced Sympathetic Nervous System resposivity Associated with the Relaxation Response”), National Institute of Health (“Min-Body medicine”, Dusek & Benson) e PlosOne (“Genomic counter-stress Changes induced by the relaxation response” Dusek, et. Al., 2008) envolvendo pesquisadores como a psiquiatra Sara Lazar (“Functional Brain Mapping of the relaxation response using 3T fMRI”).
A medicina Mente-Corpo é uma proposta de auto-cuidado da medicina psicossomática, criada no intuito de reduzir o estresse e edificaer maior resiliência, promovendo a saúde e prevenindo o adoecimento. Dentre os programas sugeridos no instituto está o R3P - Relaxation Response Resiliency Program; neste programa protocolar, indivíduos em tratamento (ou seus cuidadores) contra doenças como câncer e cardiopatias, recebem consultas em medicina integrativa e aplicação de técnicas de relaxamento (com efeitos demonstrados cientificamente como diminuição do consumo de oxigênio, aumento da liberação de CO2, diminuição da pressão sanguínea, baixo metabolism e alta imunológica), meditação, terapia cognitivo comportamental, apoio social e comportamento pró-social, expectativas positivas, fé e espiritualidade, exercícios e mudanças nutricionais.
O valor de uma prática restaurativa - um método apontado por um dos maiores especialistas em relaxamento do mundo, como um veículo para acionar a resposta do relaxamento
por Miila Derzett
Dr Herbert Benson é uma lenda viva: leia os livros dele, não importa o que você faz na sua vida. Fará sentido, acredite, pois trata-se de um trabalho desenvolvido desde 1975 com a Medicina Mente-Corpo. Dr Herbert Benson é diretor Emeritus do Benson-Henry Institute for Mind-Body Medicine no Hospital Geral de Massachusets e professor de Medicina da Escola de Medicina de Harvard. Ufa, ele chegou no topo.
Além desse currículo absurdo, é um ser humano muito modesto. E muito corajoso. Porque teve a coragem de apostar em uma medicina psicossomática ignorada por tantos hoje, imagine naquela época.
Aqui apresento um breve resumo de tópicos bem importantes, discutidos no último curso.
Benson diz que 60-90% das visitas a médicos e hospitais estão relacionadas a condições que foram de alguma forma induzidas por estresse psicofísico.
A hipertensão, arritmias cardíacas, dores crônicas, insônia, efeitos colaterais durante um tratamento de quimioterapia, efeitos colaterais na terapia contra a Aids, ansiedade, depressão, raiva, síndrome pré menstrual, infertilidade são condições causadas ou exacerbadas pelo estresse.
Durante episódios de estresse acionamos as respostas de luta ou fuga e preparamos nossas células para correr ou lutar... Secretamos adrenalina, noradrenalina, epinefrina, noraepinefrina, hormônios que nos auxiliam numa ação eficiente contra o "inimigo". Mas o interessante aqui é que não estamos fugindo de um leão (como nosso organismo imagina que estamos). Estamos simplesmente vivendo fisicamente a passagem de um pensamento que pode acionar o mesmo sistema, como medo de perder dinheiro, problemas no trabalho, saúde, relacionamento familiar. Dá para acreditar?
O que é mais interessante ainda foi a descoberta de Benson. Estudando a teoria de Luta ou Fuga desenvolvida por Walter Cannon (The Wisdom of the body 1932), um fisiologista norte-americano e mais adiante Hans Selye e o início do pensamento do estresse dividido em fases, Benson teve o insight: Se nosso organismo consegue acionar o eixo do estresse, ele também pode acionar o eixo do relaxamento. Bazinga!
Isso quer dizer que não existe cirurgia ou drogas que podem lidar efetivamente com o estresse senão o auto cuidado à formas apropriadas de acionar a resposta do relaxamento.
Formas apropriadas de acionar esse eixo seriam a meditação vipassana, meditação com mantras, meditação mindfulness, meditação transcendental, foco na respiração (estou inspirando - estou expirando), yoga, uma oração sendo repetida. E tantos outros mais tarde por ele e sua equipe pesquisados.
Dois passos básicos necessários para acionar a resposta do relaxamento:
1) repetição de uma palavra, som, oração, pensamento, frase ou atividade muscular (sim, você pode acionar esse eixo durante a corrida, por exemplo. Falaremos disso noutro momento);
2) Um retorno passivo à repetição quando outros pensamentos invadem;
1) repetição de uma palavra, som, oração, pensamento, frase ou atividade muscular (sim, você pode acionar esse eixo durante a corrida, por exemplo. Falaremos disso noutro momento);
2) Um retorno passivo à repetição quando outros pensamentos invadem;
Bem, minha proposta de trabalho é com a Yoga Restaurativa, método que aprendi, e sigo pesquisando, com Judith Hanson Lasater, na Califórnia.
A proposta é seguir os passos do vídeo, para que, a partir da concentração e foco num único princípio - afrouxe, relaxe, amoleça - e o estado no momento presente, encontremos a resposta do relaxamento.
Ficaria imensamente feliz em saber a sua opinião após a prática.
Tempo recomendado de 25 minutos.
Tempo recomendado de 25 minutos.
Namaste.
* Relaxation Response
** Beyond Relaxation Response
*** Google it, tem muitos lá.
Como realizar um relaxamento
Olá, namaste! Estive um pouco ausente, pois estava presente no autoconhecimemto. Também preparando com carinho nosso Guia de Restaurativa. Pois então, vamos aprender passo a passo como deitar em savasana? Olha que perfeito esse desenho francês que encontrei:
1) sente no chão ainda com joelhos dobrados e leve uma manta dobrada até a nuca;
2) encaixe seu quadril;
3) estique as pernas;
4) eleve a cabeça e traga as pontinhas da manta para sua cervical, para que ela fique bem acomodada, ou seja: nada de espaços na nuca!
5) ajeite as costas e eleve lentamente o peito;
6) numa exalação solte todo o corpo.
Use uma toalhinha para cobrir os olhos e permaneça restaurando por cerca de 20 minutos. Faça isso por 7 dias, qualquer momento do dia, e depois me conte como foi.
Miila@trueloveyoga.com
21 de novembro de 2014
30 de setembro de 2014
REST IN RIO
Dias 11 e 12 de outubro, das 9h30 às 12h30, na Barra da Tijuca, Espaço Ta'i.
Estacionamento na Av. das Américas, 3979
Informações e inscrições: inscricao@espacotai.com.br
Valor: 200R$. Inscrições limitadas!
WORKSHOP DE YOGA RESTAURATIVO
O método utiliza posturas de Yoga ajustadas para que a maioria dos praticantes possam realizá-las. São calmantes e utilizam alguns acessórios para que a prática receba conforto e sustento. O objetivo da prática é propiciar ao aluno o máximo de conforto para que o sistema nervoso encontre espaço para o relaxamento físico e mental. É uma aula de yoga completa.
Dois encontros de 3 horas cada para uma breve e importante introdução ao método construído pelo True Love Yoga a partir dos estudos com Judith Lasater, professora americana que ensina o método de relaxamento conhecido como Relax n Renew.
Sobre a Miila Derzett
Miila Derzett é a primeira instrutora da América Latina a ser certificada no método por Judith Lasater, criadora do Relax n Renew. Miila, em suas aulas relaxantes aplica conceitos do Budismo da ordem Interser de Thich Nhat Hanh (iniciada em 2011 como “Caminho Amoroso do Coração” pelo monge tibetano no Colorado). Em 2012, realizou o treinamento Advanced Therapeutics on Restorative Yoga em Londres. Foi assistente de Judith Lasater no Canadá, em Londres e em San Francisco.
É Jornalista (PUCRs), Instrutora de Yoga e Terapeuta Ayurveda. Estuda Psicologia (Unisantos). Recentemente estudou Gerenciamento do Estresse (Harvard). Foi bolsista Fulbright bolsa sanduíche em mestrado na Georgia State University. Hoje estuda Transtornos Comportamentais e Psiquiátricos no Hospital Albert Einstein (SP) e The Relaxation Response - Mind and Body Medicine com a equipe do Massachusetts General Hospital, e docência de Dr Herbert Benson.
www.trueloveyoga.com
www.yogarestaurativa.blogs
Faz comigo?
No facebook podemos praticar uma rotina saudável, com pequenas mudanças de comportamento, como sugestões para reflexão, meditações, posturas de yoga. Vamos tentar juntos? Acesse nossa página FAZ COMIGO? que te adiciono!
https://www.facebook.com/groups/281740165367532/
18 de março de 2014
Apenas um Seva
Tem um lugarzinho abençoado cuidando de pessoas que passam por esse desafio que é o Câncer, chamado Estrela da Mama. Quem estiver por Praia Grande ou Santos e quiser conhecer, ou ofertar um carinho, uma ajuda, só passar por ali e praticar um Seva.
https://www.facebook.com/estrela.da.mama
28 de novembro de 2013
Agenda para Rio e São Paulo em Janeiro
Aulões e Cursos na Ponte Aérea
RIO DE JANEIRO
>>> Aulões
8 de janeiro, quarta, 18hs - Antaryamin / Copacabana
contato@antaryamin.com.br inscrições com a Patrícia Mello
9 de janeiro, quinta, 18hs - Espaço Hermógenes / Niterói
(21) 98801-6594
yoganiteroi@gmail.com com Carlos Henrique
31 de janeiro, sexta, 19hs - Antaryamin / Copacabana
contato@antaryamin.com.br inscrições com a Patrícia Mello
31 de janeiro, sexta, 19hs - Antaryamin / Copacabana
contato@antaryamin.com.br inscrições com a Patrícia Mello
>>> Curso de Yoga Restaurativo
1 e 2 de fevereiro, Antaryamin / Copacabana
contato@antaryamin.com.br inscrições com a Patrícia Mello
SÃO PAULO
>>> Curso de Yoga Restaurativo
18 e 19 de janeiro, True Love Yoga Praia Grande
Informações miila@trueloveyoga.com
19 de agosto de 2013
18 de agosto de 2013
"Um elogio à imperfeição": Retiro urbano com vivência em Yoga Restaurativo com Miila Derzett e convidados."

Academia Hermógenes / Centro, Rio de Janeiro 
POCKET: "Um elogio à imperfeição": Retiro urbano com vivência em Yoga Restaurativo com Miila Derzett e convidados."
Programação:
Sábado (24 de agosto)
09h00 - Meditação
10h00 - Restaurativa I - Abrindo o coração "Eu entrego"
11h00 - Neurofisiologia do Relaxamento - Eixo do estresse
13h00 - Almoço
14h30 - Restaurativa II - Momento Presente - "Eu Confio"
16h00 - Neurofisiologia do Relaxamento - Eixo do descanso
Domingo (25 de agosto)
09h00 - Prática de Hatha Yoga
10h00 - Meditação
10h30 - Neurofisiologia do Relaxamento - Soteriologia do Yoga
12h00 - Almoço
13h00 - Restaurativa III - Abrindo mão do controle - "Eu Aceito"
14h00 - Filme com debate
16h30 - Restaurativa IV - Praticando contentamento - "Eu agradeço"
17h30 - Kirtan com Sandro Shankara - Barulhinho da Alma
Sobre Restaurativa: O método utiliza posturas de Yoga ajustadas para que a maioria dos praticantes possam realizá-las. São calmantes e utilizam alguns acessórios para que a prática receba conforto e sustento. O objetivo da prática é propiciar ao aluno o máximo de conforto para que o sistema nervoso encontre espaço para o relaxamento físico e mental. Miila Derzett é a primeira instrutora da América Latina a ser certificada no método por Judith Lasater, criadora do Relax n Renew. Em suas aulas relaxantes aplica conceitos do Budismo da ordem Interser de Thich Nhat Hanh (iniciada em 2011 como “Caminho Amoroso do Coração” pelo monge tibetano no Colorado). Em 2012, realizou o treinamento Advanced Therapeutics on Restorative Yoga em Londres no qual foi pela segunda vez assistente de Judith Lasater durante o curso Básico.
Sobre Miila Derzett: Formação em Hatha Yoga com Marco Shultz Simplesmente Yoga. Estudos em Yoga Integrativa com Joseph e Lilian Le Page. Terapeuta Ayurveda pelo Centro de Medicina Indiana no Rio de Janeiro. Especialização em Prana Flow Yoga com Shiva Rea San Francisco/USA. Formação em Relax and Renew com Judith Lasater Nova York /USA. Formação em Advanced Therapeutics Restorative Yoga com Judith Lasater Londres /USA. Assistente Judith Lasater no Canadá e Londres. Curso de Psicologia Budista com Vitor Caruso e Dr Enio Burgos. Iniciada por Thich Nhat Hanh em The Five Mindfulness Trainning Colorado /USA. Administra True Love Yoga, desde 2009. Jornalista formada pela PUCRS, bolsista do Fulbright na bolsa ‘sanduíche’ de Mestrado nos EUA. Voluntária no CEFID da UDESC com o projeto para Terceira Idade ZEN IDADE, em Florianópolis, com aulas de Yoga. Voluntária do Yoga Gives Back no sul do Brasil. Estuda Psicologia na Estácio de Florianópolis.
INFORMAÇÕES PRÁTICAS:
Realização: 24 e 25 de agosto de 2013 (sábado e domingo)
Horário: das 09h00 às 17h00
Local: Academia Hermógenes - 1º de março, nº 09, 5º andar
Centro, Rio de Janeiro.
Valores:
Até 30/7 R$ 350 ou 2x de 180
Até 20/8 R$ 390 ou 2x de 210
Vagas limitadas!
INSCRIÇÕES devem ser feitas com antecedência pelo email miiladerzett@gmail.com
Não está incluso hospedagem nem alimentação.
DVD de Yoga Restaurativo
http://www.youtube.com/watch?v=W7ghPGo7_nY
1 de maio de 2013
19 de março de 2013
Paradoxo de Lost: estava perdido ou apenas adormecido?
(reblog de insiderzcorpomente.blogspot.com)
Por Miila Derzett
O assunto é "O que acontece quando estamos praticando yoga restaurativo". Como é reconhecido o efeito/estado durante e após a permanência em posturas relaxantes.
Os lugares e situacões variam desde aulões de 1h30 a 2hs, cursos que
ministro em São Paulo e Rio de Janeiro, a salas de aula com média de 35
alunos em cursos de formação. Nesses ambientes, assim como nas aulas
permanentes que ministro em Florianópolis, surge o desejo em levantar
mais questões sobre o tema. Os feedbacks e relatos que chegam até mim
quando retornam de uma postura restaurativa é de um estado "tranquilo e
de paz". Perguntam o que é e pra que serve. Procuro as respostas em
textos clássicos de yoga, na psicologia e na antropologia. Encontro
alguns assuntos relacionados ao descanso, ao processo de adoecimento, a
estados alterados de consciência, mas nada que fale a respeito dessa
experiência. Nada nem parecido.
Percebo que desconhecemos esse "lugar". Nas aulas tradicionais de hatha yoga, professores costumam terminar a prática com o savasana,
conhecido como a postura do cadáver, onde deitamos de costas no
tapetinho e relaxamos por até 5 minutos. Ou 25 respirações. Numa aula de
restaurativa reservamos cerca de 25 minutos e já cheguei a 65 minutos
numa única postura. É onde os alunos mergulham num "tempo não
relativo", terei a audácia de falar assim. Relatam sensações, visões,
sentimentos fortes, ou estar num nada, como se estivessem desligados.
Não sei onde andam e se damos nome a isso. A esse estado, esse espaço
invadido. Ou se é um espaço que está ali disponivel e pronto.
Mas nao
temos tempo para nos deixar ser levados pela leve brisa até ali. Dá
trabalho. A entrega é difícil. Requer tempo, o tempo que nunca nos
sobra.
Tal fato
pode ser notado pelos milhões de residentes no planeta terra que não
descansam direito, que não relaxam, que vivem estressados, presos ao
ciclo de consumo e descarte. Quando nos é indicado parar para ter
consciência da respiração, para meditar, para refletir sobre quem somos e
o que buscamos, para praticar uma postura que, ao invés da ação, peça
uma não ação, um aquietamento ou contemplação - o que pensamos? Que é
uma perda de tempo. Pensamos ou fomos condicionados a não aceitar dar um
tempo ao estado de produtividade continuo. Isso pode ser uma pergunta
ao invés de uma afirmação. Porque a necessidade de estar sempre fazendo
algo? Se estamos num aeroporto com vôo atrasado e temos algumas horas
sobrando para fazer nada, o que fazemos? A maioria vai até o free shop,
até a livraria ou pega o celular. Raramente, sentamos como livres
testemunhas do saguão do aeroporto ou da zona de embarque para fazer
nada.
Quase
nunca viramos testemunhas da vida, pois isso sim é que dá trabalho.
Porque é estranho quando todo mundo se move insanamente para todas as
direções numa superficialidade, o que eu pareço se, de repente, páro
para tentar ver ou escutar o que surgiria de um espaço vazio na minha
agenda e de um mergulho em mim? Uma parada para veslumbrar um nada? Ou
ainda perceber dores, cicatrizes mal curadas, ansiedade, depressão,
medos? Usufruir de um tempo ocioso não significa fazer telefonemas, nem
ligar a televisão, ou pegar um livro, arrumar o armário, varrer a casa.
Mas significa fazer NADA.
Esse
fazer nada de maneira não planejada é uma das hipótese do que talvez
aconteça após o retorno de uma postura restaurativa e de relaxamento do
yoga. Os alunos sentam, abrem aos poucos os olhos e descabelados e, por
segundos, não entendem sequer quem é a pessoa sentada em frente à eles.
Mas não retornam com preguiça ou pedindo para que eu aumente o período
de um sono. Eles me olham com uma única e repetida questão: "onde eu
estive?". E antes do questionamento aflorar em suas mentes, ainda há um
espaço no retorno que dedico profundo respeito: é silencioso. Percebe-se
mínima atividade em algumas áreas corticais como a LPPS (Lobo Parietal
Posterior Superior), responsável por formar a nossa imagem e percepção
corporal frente as informações advindas pelos sentidos. O cérebro
funciona com o sistema nerovoso simpático, ativo e o corpo com o
parassimpático, diminuindo suas funções e atentando-se apenas ao mínimo
para sobrevivermos (ou sistema vegetativo).
É
agradavelmente prazeroso ver esses rostos. E ao mesmo tempo tenso, pois
particularmente não sei dar as respostas, temos medo do que não sabemos
e, ou ignoramos ou construimos respostas. Podemos simplesmente
bisbilhotar por aí. No budismo chamam essa área de tranquilidade de
"ashunya" ou espaço vazio, zero, onde pensamentos, sentimentos, emoções
ficam paradinhos na porta de entrada, ou estão presentes (pois a mente
nunca pára realmente) mas é a consciência deles é que desaparece, ou
estaria vagando num vazio? Um vazio delicioso para alguns e anustiante
para outros marinheiros de primeira viagem. Um lugar respirado, leve,
isento de ruídos da mente: não tem medo, não tem ansiedade, não tem
agitação para aqueles que se permitem mergulhar no abismo vazio de si
mesmos. Mas tem alerta ainda assim. Você escuta minha voz, escuta o
sininho de longe, como se chamando você ali adiante, sem pressa.
Será que
existe um estado melhor do que esse? Você consideraria esse estado de
perda de tempo? De dormência, ou de "soninho" como algumas linhas da
Yoga tendem a, na tentativa reducionista com esse "salto", chamar? Você
não precisa de asanas nem de respirações, nem de tapas em desequilíbrio
que te enchem de (mais) regras ou de desapegos (nunca realmente
compreendido o que significa) na qual resultado das ações confundem
ainda mais seu emocional. Porque não basta ao ser humano contemplar e, a
partir disso, encontrar seus meios de meditar e entregar-se ao vazio? E
porque tememos tanto entrar nele? Ou porque temem tanto que nós
entremos nele com mais frequência e sem culpa? E por isso tantos passos e
tantas regras, e penitências e tal… Essas são questões interessantes e
de profunda seriedade a serem discutidas.
Quando
sinto me insuficiente para os padrões considerados modelos de uma pessoa
bem sucedida na sociedade moderna, gosto de preparar uma postura
restaurativa na sala de yoga e simplesmente desligar tudo: celular,
projeções, expectativas. Permaneço por cerca de 45 minutos na mesma
postura, envolta em almofadas, pesinhos, acessórios de todos os tamanhos
que provém conforto. Percebo um estado curioso: meu músculos soltam,
entro num embalo como se estivesse sendo carregada, onde alguém pega
todos os problemas e questões e transportam para longe numa caixinha.
Enquanto isso, esse alguém vai cuidando de partes psicofísicas do meu
ser que necessitam reparos.
Tento
explicar isso aos novos praticantes de restaurativa, que ainda
desconfiados, deitam nas posturas provavelmente perguntando o que fazem
ali. "Perda de tempo ficar sem fazer nada." Tento explicar que não, que
existe uma compensação natural ativa naquelas horas, pois quando estamos
neuroticamente presos a questões e pensamentos inúteis (pois na maioria
das vezes não temos as respostas que esperamos nem a resolucão de
nossos problemas) perdemos dias nessa dormência, viajando em espaços
inexistentes, em passado e futuro e completamente desconectados do
presente. Quantas horas você acredita que perde assim? Dias? Uma meia
vida talvez? E como pode me garantir que uma hora ou duas de uma prática
calma ou de inação irá influenciar de forma negativa o seu dia? Essa
questão me faz lembrar de Domenico de Masi em "O ócio criativo".
Temos como parar o barco por alguns minutos, soltar a âncora e diminuir a
força dos motores? Mudar o olhar fixo sempre em pensamentos no
horizonte, lá onde nunca se chega porque queremos sempre o que ainda não
temos? Teríamos como deixar a maré nos levar, deitados nesse barco,
confiantes, observando o céu e as "nuvens" passageiras? E se fizer bem,
podemos ao menos aceitar e permitir que esse momento se repita,
transformado aos poucos em instantes que soltamos as cordas que nos
prendem àqueles que ditam nossos passos e sonhos como se fossemos
bonecos sem voz e sem coração?
Pratiquemos
o soltar se a momentos da prática de presença, jogando-se nesse vazio
cientes do todo que o permeia. Um vazio de encontrar-se, um espaço do
despertar-se. Um vazio pleno.
4 de outubro de 2012
O Yoga e os benefícios ao paciente com câncer
www.oncoguia.org.br
O câncer é uma doença que atinge cada ‘pedacinho’ da vida de um paciente. O impacto do diagnóstico, as novas demandas do dia-a-dia, as dores e outros inconvenientes do tratamento. Corpo e mente experimentam desconhecidas e imprevisíveis sensações e, muitas vezes, tiram do paciente a possibilidade de exercer controle sobre si mesmo.
Aceitar os novos limites e buscar maneiras de ter bem estar físico e emocional dentro das condições que a doença impõe, são medidas importantes para ter qualidade de vida durante o tratamento.
Amor e amparo da família e dos amigos, relacionamento de confiança com a equipe médica, alimentação balanceada, informação qualificada, pratica de atividades físicas e de relaxamento mental são, entre outras, orientações que o Instituto Oncoguia sugere a todos os pacientes.
O Yoga, que em suas várias definições preconiza a busca interna pelo bem estar físico, emocional e espiritual do indivíduo pode, e muito, interferir positivamente na vida do paciente!
Para a instrutora de Yoga da True Love Yoga (Florianópolis/SC), Miila Dezert, quase todos os braços da filosofia milenar podem beneficiar uma pessoa em tratamento para o câncer. "A concentração (Pranayama), a postura (àsanas), a meditação. Os benefícios da prática, do corpo relaxado e tranquilo e da mente silenciosa, já foram estudados em todo o mundo.”, comenta.
Estudo
A ciência há tempos estuda a relação entre o Yoga à saúde do organismo, e o câncer já foi objeto de alguns ensaios.
Pesquisa realizada pelo MD Anderson Cancer Center (uma das principais referências mundiais no tratamento do câncer) em 2011, com portadoras de que câncer de mama, mostrou que a prática do Yoga, além de reduzir os níveis de cortisol (hormônios do estresse), promoveu a melhora no funcionamento do organismo das mulheres como um todo. Aumentou a capacidade de executar as tarefas do dia-a-dia, reduziu o cansaço e fez com que elas ‘encarassem’ a doença com menos sofrimento.
Ainda, segundo o estudo, a prática do Yoga estimulou a produção de um neurotransmissor conhecido como GABA, que está ligado à depressão e outros transtornos de ansiedade, quando em baixos níveis.
Yoga Restaurativo
Miila sugere às pessoas em tratamento para o câncer o Yoga Restaurativo, que tem como objetivo a manutenção ou recuperação da saúde, enfocando a eliminação das tensões físicas do estresse, um processo que incentiva o praticante a ser parte de seu processo de cura.
"O Yoga Restaurativo traz descanso físico sem requerer movimentos ou esforço muscular. Acalma o sistema nervoso e diminui a ansiedade, cansaço físico e mental, pois as posturas fazem com que o sistema nervoso encontre respostas para que hormônios do relaxamento sejam liberados, explica.
A também instrutora, Malu Raynaud, da Shiva Yoga Shala (São Carlos/SP), concorda e complementa:
"O Yoga Restaurativo pode ser realizado em casa e até na cama”, o que é importante nos casos em que o paciente fica imunodeprimido e, portanto, sujeito a infecções oportunistas.
E diz ainda: "Com o material correto e a orientação de um profissional essas posturas restaurativas podem ser incluídas na rotina do paciente de maneira a melhorar seu sono, abaixar sua pressão arterial e batimentos cardíacos, diminuir níveis de glicose e etc”.
Métodos de relaxamento (Yoga Restaurativo)
Supta Badha Konasana
(ilustrações: Madu Cabral. Fonte: www.yogapelapaz.com.br)
Sente-se na ponta do bolster (almofada para a prática do Yoga) que estará paralelo ao mat (tapete). Coloque um bloquinho abaixo do bolster para dar altura para a cabeça, deixar o coração mais alto que a pélvis. Pés tocando-se, planta com planta, joelho para os lados. Coloque almofadas (idênticas) debaixo dos joelhos. Lembre-se: nada de alongar virilhas, você deve relaxar. Braços soltos aos lados, cubra-se no frio (deixe os pés quentinhos!) e almofadinha nos olhos. Tempo: 25 minutos. Cuidado com a lombar, caso sinta desconforto, diminua a altura entre seu quadril e o bolster com uma mantinha.
Side Savasana
Agora de lado, você digere os sentimentos da postura anterior. Deite-se de lado, na postura fetal. Qualquer lado. Use uma almofada como travesseiro, o bolster vai tocar suas costas provendo sensação de proteção, uma manta ficará entre seus joelhos e tornozelos e um rolinho no seu peito para que você possa abraçá-lo. Tempo: 25 minutos. Suspire e se entregue.
Respire!
O Instituto Oncoguia perguntou às professoras Miila e Malu como a respiração consciente, profunda, diafragmática, pode ajudar o paciente com câncer nos dias em que a fadiga e baixa autoestima batem à sua porta. Para elas, a respiração consciente ‘faz milagres’. Confira o que dizem as professoras, respire profundamente e relaxe!
Miila:"A respiração e meditação no presente, ensinada pelo mestre Budista Tibetano Thich Nhat Hanh, ajuda sim, pois levando a atenção plena ao momento presente temos ao nosso ladinho a palavra "aceitacão". Aceitamos a doença, aceitamos com gratidão o tratamento, aceitamos as dores, o enjoo e também o retorno do bem estar. O câncer tem a ver com uma luta constante. Tem a ver com o não, com negação. Saindo do passado e do futuro e ficando no estado aqui e agora aprendemos a aceitar as ajudas, os pedidos de perdão, a necessidade depedirperdão, de limpar a "casa" do coração e não só depender da medicina e dos médicos (...)”.
Malu : "A respiração consciente faz milagres. Faz milagres porque relaxa, e o relaxamento cura. O médico americano Herbert Benson professor e pesquisador da Universidade de Harvard publicou trabalho científico comprovando o que ele chama de "resposta do relaxamento”; estado de relaxamento que combate os sintomas do estresse e que é acessado por meio de exercícios respiratórios. Tal "resposta do relaxamento” deve ser praticada uma ou duas vezes por dia; sentando-se confortavelmente, leva-se a atenção à respiração e, com a ajuda de um nome, mantra ou oração mantém-se a atenção em cada exalação. Com 15 minutos de pratica o sistema nervoso párasimpático entra em ação e relaxa todo o corpo. Isso é meditação!”.
7 de agosto de 2012
Savasana e seus benefícios II
Por Milla Derzett
A Yoga Restaurativa possui algumas variações de savasana (postura do cadáver). São mais de cinco e sugerem o uso de bolsters cadeiras, cintas e blocos.
No Ayurveda (medicina tradicional indiana) essa postura é indicada para o biotipo Vata (saiba mais AQUI).
Os desequilíbrios dos Doshas (biotipos do Ayurveda) sempre ocorrerão, em um primeiro momento, em Vata. Portanto, essa postura é bem-vinda para todos.
Minha sugestão é que mudemos o tempo de execução de Savasana com seus alunos.
Para pessoas com desequilíbrio no humor Vata, coloque alguns saquinhos de areia nas mãos, tornozelos, ombros. Tempo de permanência na postura: 25 minutos.
Pitta (saiba mais AQUI): Sugira que o aluno repouse o corpo sobre blocos, ou solicite que a pessoa deite sobre o lado direito do corpo, o que acalma e beneficia o sistema digestivo.
Kapha (saiba mais AQUI): diminua o tempo de duração da prática do savasana (nunca menos de 15 minutos). Eleve as pernas do aluno, nada de muito conforto.
Os benefícios da postura, de acordo com Judith Lasater, incluem: diminuição da pressão arterial e batimentos cardíacos, diminuição da tensão muscular, redução da fadiga, combate a insônia, aumenta a resposta imunológica, e auxilia no gerenciamento da dor crônica.
A permanência na postura precisa ser de, no mínimo, 15 minutos para que você relaxe e atinja o sistema nervoso central.
A prática pode levá-lo a desiludir-se ao perceber atitudes e pensamentos automáticos. Emoções que andavam estagnadas em você, valores e credos que não fazem mais parte do seu presente, dores, rancores que precisam ir embora de vez são revistos durante a prática.
Mas tranquilize-se, pois o professor Hermógenes diz que desiludir-se é algo bom, significa que você deixou de ser um iludido, e que devemos festejar, ao invés de entristecer.
“O homem não tem poder sobre nada enquanto tem medo da morte. E quem não tem medo da morte possui tudo”. (Léon Tolstoi)
Savásana e seus benefícios I
Savásana e seus benefícios I
Por Milla Derzett
Os americanos utilizam a gíria Get a Life, que significa: “vá cuidar da sua vida”.
A última camiseta que eu comprei continha a seguinte frase: “Cuide de você”.
No retiro que fiz em Garopaba, um dos instrutores sugeria o uso de um espelho com a seguinte instrução: “vá se enxergar”.
O recado está dado. Sugestão na ação: larga esse espelho, deixa de lado a camiseta e os americanos com suas gírias e desiluda-se em Savasana(postura do cadáver), abrindo mão daquilo que precisa ir embora, dando espaço ao novo que anseia por um lugarzinho dentro de você. Cuide de VOCÊ.
Nos textos clássicos, encontramos diversas explicações sobre esta postura.
O Hatha Yoga Pradipika traz a seguinte descrição: “Permaneça estendido no solo com o rosto voltado para cima, como um morto (sáva); este ásana elimina o cansaço ocasionado por outros ásanas e proporciona descanso à mente.”
No Gheranda Samhita essa postura é considerada o ásana mais importante e o mais simples. Pode-se, no entanto, também considerar como o mais difícil, pois requer total relaxamento dos músculos e da mente.
B.K.S Iyengar diz que em savásana “treinamos e nos educamos para a arte da entrega, aprendendo a silenciar e aquietar-se.” E questiona: “Afinal, o que é a morte senão o estado de não existência e desapego dos estímulos sensoriais, ambos estados que experimentamos em savasana? É como se fosse um treinamento ao morrer, a entrega”
A literatura de Yoga Restaurativa da Mestre Judith Lasater ressalta:
“Se você não consegue tempo algum para fazer nada pela sua saúde, arranje tempo para praticar pelo menos essa postura.”
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